terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Inclusão no Brasil

Antes do século 20, o sistema de educação no Brasil não contemplava o processo de inclusão. Ao contrário, foi um período caracterizado pela exclusão até que surgiram as chamadas classes especiais em poucas instituições de ensino.

A partir da década de 1950, as escolas especiais começam a aparecer e já nos anos 1970 as crianças puderam frequentar as salas regulares, porém ainda sem qualquer tipo de adaptação ao atendimento especializado que elas precisavam.

Com o lançamento da Constituição Federal de 1988 muito mudou. De acordo com ela, o Estado deve garantir o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino. Além disso, promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Declaração de Salamanca
A inclusão educacional passou a ganhar ênfase no mundo por meio de incentivo das Organizações das Nações Unidas, a partir da década de 1990. Nesse mesmo ano, foi dado o pontapé inicial nesse movimento com a Conferência Mundial de Educação para Todos, na Tailândia, em 1990. Em 1994, ele foi implementado e complementado na Espanha por meio da Declaração de Salamanca, o texto mais completo sobre inclusão Educacional e do qual o Brasil é signatário. Ele define as linhas de ação a serem desenvolvidas, enfatizando a Educação Infantil no processo. Ainda de acordo com ele, a Educação Infantil deve ser implementada com uma pedagogia voltada para a diversidade e para a necessidade específica das crianças que apresentam necessidades especiais em diferentes contextos, não esquecendo de beneficiar a todos de forma igualitária.


Fonte: Nayara Barrocal, pedagoga especialista em Educação infantil, pesquisadora da área Inclusão Educacional, alfabetizadora, tutora presencial em Educação continuada de docentes.
Postado por Edni, ás 18:10